quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Início da 2ª Mesa

Mesa 2 – A segunda mesa de discussão teve como tema central as políticas públicas da área de T.I. em países emergentes. Em pauta, questões como: De que forma o setor se comporta em economias emergentes? E, fazendo um comparativo, como está o Brasil em relação aos outros países? Na formação da mesa: Dennis Foote (diretor de tecnologias aplicadas da Academy for Educational Development); Carlos Ferraz (presidente do Centro de Estudos de Sistemas Avançados do Recife): e Arnóbio Gonçalves de Andrade (secretário-executivo de tecnologia e inovação em educação da Secretaria de Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente).

Dennis Foote começou a explanação mostrando recortes de três notícias de jornais estrangeiros. Um deles falava sobre a consulta rápida de banda larga no Reino Unido, onde a tecnologia da informação fica nas mãos de empresas privadas e o governo atua como órgão regulador. Uma outra notícia falava dos EUA, e apresentava duas declarações: uma defendia a aplicação de impostos para as empresas de T.I., e a outra pedia um maior incentivo para área. O terceiro recorte de notícia falava do potencial da China e da Índia, que se juntaram e vêm obtendo um crescimento contínuo de T.I. De acordo com Foote, a Índia tem pessoas capacitadas em T.I., já a China não possui. No entanto, os trabalhadores chineses podem atuar bem na área de software. Ambos estão se esforçando para juntar os dois países e entrarem na competitividade mundial. Dennis acredita que o Brasil também pode crescer no setor de T.I.

Para Foote existem fatores que impedem o crescimento do setor, tais como: o fraco investimento, as políticas inadequadas, burocracias excessivas, educação ineficiente. “É necessário a construção de uma melhor infra-estrutura, com a participação dos setores públicos e privados. É preciso preparar os estudantes para daqui a 15 anos, investir na educação nacional e em pesquisas, implementar programas e políticas públicas para atrair negócios e investimentos”, disse Dennis que, em seguida, deu o exemplo de sucesso que a Nigéria vem alcançando após uma reformulação no setor de tecnologia do país, onde agora são investidos cerca de 2% do orçamento nacional para o desenvolvimento da área.

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